A internet no banco dos réus

3 set

Um artigo publicado na Folha de São Paulo retrata um assunto muito polêmico hoje em dia, a dúvida de que se ler on-line e ler off-line traz o mesmo resultado. Nicholas Carr, um jornalista americano que inclusive escreveu um livro sobre o assunto, acredita que a internet esta mudando para pior a forma como pensamos, a própria estrutura e o funcionamento do nosso cérebro. Estamos cada vez lendo menos, e sendo menos pacientes para tal, além de estarmos nos tornando pessoas superficiais, incapazes de completar raciocínios mais complexos, os estudos comprovam isso. Carr acredita que o Google esta nos deixando mais burros, apesar do uso da internet estimular a inteligência visual e espacial, o mesmo prejudica a capacidade de análise e reflexão complexa. Estudos realizados em 2003, comparam alunos que compareceram a uma palestra com e sem notebook, a diferença das notas entre os dois era absurda.

A neurocientista, Suzana Herculano Houzel, discorda de Carr. Ela acredita que a internet traz mecanismos que auxiliam a memorização, além de enriquecer mais o conteúdo, enquanto Carr acredita que a leitura dispersiva que fazemos na web dificulta nossa capacidade de memorizá-la. Para Suzana, memorizamos e prestamos atenção apenas no que queremos, com ou sem computadores. Por exemplo, alguém que esta lendo algo off-line, pode se dispersar por um telefone que toca, ou uma música, etc.

O artigo sem dúvidas é muito polêmico, com a globalização e a era digital, o computador tornou-se uma ferramenta básica. A princípio sua maior função era a de pesquisa, sites como Wikipédia são muito acessados até hoje, e havia quem dizia que pesquisas na internet não eram confiáveis e preferiam a boa e velha enciclopédia. O que acontecia com as pesquisas, agora acontece com a leitura. Não apenas Nicholas Carr, mais muitos outros especialistas criticam a leitura on-line alegando que dispersam muito a atenção do leitor, devido aos outros recursos do computador. De fato, muitas pessoas extraem bem mais o conteúdo quando estão sozinhas, com seus livros, do que em um computador. Mas é relativa essa conclusão, não acredito que como diz Carr, o Google está nos deixando burros, ele auxilia e facilita, mas seu conteúdo é proporcional a facilidade que ele propõe.

Creio que depende da pessoa que vai ler, sendo em um livro ou em um site, se o leitor não está interessado ele não se concentra em qualquer um dos modos. Não podemos culpar a internet pelo desinteresse das pessoas, pelo contrário, ela chama a atenção para assuntos que não interessa tanto para alguns através de Blogs, aplicativos no Facebook, e muitos outros recursos. A internet esta nos enriquecendo e não nos deixando mais burros, como alegou Carr.

Fonte: http://connect.faap.br/ch07txt/   

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